Vai alem de uma parte da minha vida... não é um mero esporte praticado aos fins de semana! Parkour é uma filosofia, a minha filosofia! É o constante desenvolvimento físico e mental, a arte do movimento, graciosa em toda sua praticidade, é tornar o corpo tão livre quanto a mente, visualizar, desenvolver, transpor; percorrer caminhos de forma individual em meio a uma multidão... sentir em cada salto, a emoção do “primeiro amor”, é inspirar emoção, transpirar o medo, “desconectar-se do sistema” que faz de tudo uma rotina, é ver a gravidade como uma simples folha de papel, mutável perante a sua criatividade, e ter a certeza de que é preciso ser forte para ser útil!
ser e durar!
Parkour
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Carta ao Anjo Rafael
Eu queria saber se esta tudo bem! Como tem passado? E como anda a vida...?
Bem. Eu tenho que ir agora! Aguardo a sua próxima Carta
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Uma Criatura
Sei de uma criatura antiga e formidável,
Que a si mesma devora os membros e as entranhas,
Com a sofreguidão da fome insaciável.
Habita juntamente os vales e as montanhas;
E no mar, que se rasga, à maneira do abismo,
Espreguiça-se toda em convulsões estranhas.
Traz impresso na fronte o obscuro despotismo;
Cada olhar que despede, acerbo e mavioso,
Parece uma expansão de amor e egoísmo.
Friamente contempla o desespero e o gozo,
Gosta do colibri, como gosta do verme,
E cinge ao coração o belo e o monstruoso.
Para ela o chacal é, como a rola, inerme;
E caminha na terra imperturbável, como
Pelo vasto arealum vasto paquiderme.
Na árvore que rebenta o seu primeiro gomo
Vem a folha, que lento e lento se desdobra,
Depois a flor, depois o suspirado pomo.
Pois essa criatura está em toda a obra:
Cresta o seio da flor e corrompe-lhe o fruto,
E é nesse destruir que as suas forças dobra.
Ama de igual amor o poluto e o impoluto;
Começa e recomeça uma perpétua lida;
E sorrindo obedece ao divino estatuto.
Tu dirás que é a morte; eu direi que é a vida
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Ternura
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.
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Soneto de Fidelidade
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
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Bons Amigos
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
*Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
*Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas
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Soneto do amigo
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica..
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Para que levar a vida tão a serio, se a vida é uma alucinante aventura, da qual nunca sairemos vivos.
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Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.
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Duvida da luz dos astros,
Duvida que o Sol tenha calor,
Duvida ate da verdade,
Mas confia em meu amor.
Etiquetas: William Shakespeare
Aprenda que não importe o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam!
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Soneto CV
Nem de ídolo realce a quem eu amo
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo.
É hoje e sempre meu amor galante,
Inalterável, em grande excelência,
Por isso minha rima é tão constante
A uma só coisa e exclui a diferença.
'Beleza, Bem, Verdade', eis tudo que exprimo:
'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento:
E em tal mudança está tudo o que primo
Em um, três temas, de um amplo movimento.
'Beleza, Bem, Verdade', sós a outrora:
Num mesmo ser vivemos juntos agora
Etiquetas: William Shakespeare
Soneto lxx
Porque a injúria os mais belos pretende;
Da graça o ornamento é vão, suspeito.
Corvo a sujar o céu que mais espiende.
Enquanto fores bom, a injúria prova
Que tens valor, que o tempo te venera,
Pois o Verme na flor gozo renova,
E em ti irrompe a mais pura primavera.
Da infância os maus tempos pular soubeste,
Vencendo o assalta ou do assalto distante;
Mas não penses achar vantagem neste
Fado, que a ingeja alarga, é incessante.
Se a ti nada demanda de suspeita.
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Soneto de Separação
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Réquiem
Sob os ossos da memoria secular
Vivo antes que o tumulo em mim se abra
E enquanto vivo, em mim morro, a me andar
Vergonha, dor e tudo que a dor lavra
Meu se efêmero passa a chorar
Va alma eu morro, o eterno da palavra
Vivo enquanto o corpo perdurar
Na alma eu morro, o eterno da palavra
E no fundo o réquiem a tocar
Ruinas
Enquanto o homem luta por coisas banais
E vendem a qualquer preço os seus ideais
O vento lentamente num leve movimento
Joga pétalas de rosas nos quintais
A vida se repete em dias iguais
O coro dos sensatos vai perdendo a voz
Indiferente o vento
Destrói os monumentos
Joga areia nos olhos dos heróis
Muda a forma das pedras, agita o mar
Na sua sentença de eterno soprar
De eterno varrer o pó das esquinas
E sem pudor erguer as saias das meninas
E de que vale então tanta gloria e poder
Se o tempo lentamente prepara o revés
E desse orgulho todo, não restara
Sequer na estrada
A poeira dos rastros de nossos pés
E quando a morte em fim,
Nos transformara em pó
Cumpridas as nossas sinas
O vento há de nos soprar sem dó
De encontro as nossas ruinas
Na escuridao da noite
Na escuridão da noite. Ouvem-se os passos
das palavras que partem, sem nunca se apartarem
da madrugada da alma, feita nos mudos silêncios
de uma folha de papel.
Na escuridão da noite. O tinir de uma lágrima
de cristal sobre a vidraça, onde se reflete a solidão,
que nos torna próximos desses lugares de outrora,
desses amantes de ontem, ainda de hoje e de amanhã.
Na escuridão da noite, Encontramo-nos num olhar
cruzado pelo beijo dos lábios, num verbo de permanência
que nos abraça cego a quem estende o seu desejo de amar.
Na escuridão da noite. A luz da poesia
em cada gesto, em cada voz.
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