Enquanto o homem luta por coisas banais
E vendem a qualquer preço os seus ideais
O vento lentamente num leve movimento
Joga pétalas de rosas nos quintais
A vida se repete em dias iguais
O coro dos sensatos vai perdendo a voz
Indiferente o vento
Destrói os monumentos
Joga areia nos olhos dos heróis
Muda a forma das pedras, agita o mar
Na sua sentença de eterno soprar
De eterno varrer o pó das esquinas
E sem pudor erguer as saias das meninas
E de que vale então tanta gloria e poder
Se o tempo lentamente prepara o revés
E desse orgulho todo, não restara
Sequer na estrada
A poeira dos rastros de nossos pés
E quando a morte em fim,
Nos transformara em pó
Cumpridas as nossas sinas
O vento há de nos soprar sem dó
De encontro as nossas ruinas
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