So te censuram, não é teu defeito,
Porque a injúria os mais belos pretende;
Da graça o ornamento é vão, suspeito.
Corvo a sujar o céu que mais espiende.
Enquanto fores bom, a injúria prova
Que tens valor, que o tempo te venera,
Pois o Verme na flor gozo renova,
E em ti irrompe a mais pura primavera.
Da infância os maus tempos pular soubeste,
Vencendo o assalta ou do assalto distante;
Mas não penses achar vantagem neste
Fado, que a ingeja alarga, é incessante.
Se a ti nada demanda de suspeita.
Porque a injúria os mais belos pretende;
Da graça o ornamento é vão, suspeito.
Corvo a sujar o céu que mais espiende.
Enquanto fores bom, a injúria prova
Que tens valor, que o tempo te venera,
Pois o Verme na flor gozo renova,
E em ti irrompe a mais pura primavera.
Da infância os maus tempos pular soubeste,
Vencendo o assalta ou do assalto distante;
Mas não penses achar vantagem neste
Fado, que a ingeja alarga, é incessante.
Se a ti nada demanda de suspeita.
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